Aí Vem Elas... As Bacantes!




Na mitologia grega, as Ménades, também conhecidas como bacantes,  eram mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dioniso (Baco). Eram conhecidas como selvagens e alucinadas, de quem não se conseguia um raciocínio claro.

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As bacantes de olho na Gabby
Vestidas com roupas de linho, tendo sobre os ombros peles de corças pintalgadas e a cintura cingida por uma serpente, traziam sempre junto de si o tirso - insígnia das adoradoras de Baco. Tratava-se de um cajado com uma haste ornada com hera coberta com folhas de parra e cachos de uvas, que, além de auxiliar nas caminhadas, era possuidor de recursos mágicos. Elas formavam uma espécie de trupe que acompanhava o deus do vinho nas suas aventuras, atuando igualmente como chamariz na conversão de outras mulheres por onde a procissão passava, atraindo-as para a vida lasciva.

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Gabby se transformando em bacante
Durante o culto, dançavam de uma maneira muito livre e lasciva, em total concordância com as forças mais primitivas da natureza. Os mistérios que envolviam o deus provocavam nelas um estado de êxtase absoluto, entregando-se a desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação.
Evidentemente que o comportamento livre e desregrado delas causava apreensão, senão pânico, nos lugarejos e cidades onde o cortejo báquico passava. Eram mulheres possuídas, como se estivessem dopadas, em transe permanente, que, quando assaltadas por um furor qualquer, não conheciam limites ao descarregar a sua cólera. Por isso mesmo, obrigavam-se a procurar refúgio no alto das montanhas, onde podiam exercer sua estranha liturgia sem a presença de olhares de censura ou reprovação.

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Gabby mordendo Xena (que adorou, fala sério!)
Acredita-se que sua origem primeira veio da Trácia, sendo que as mulheres daquela região da Grécia foram principais adoradoras de Baco. O afastamento voluntário e a conseqüente entrega ao estado de possessão, seguidos de um tremor báquico, onde embriaguez e a devoração de animais se intercalavam, atuavam como uma terapia à sua crescente marginalização.
Nos rituais de Baco (Bacanalia) os participantes louvavam o deus assassinando um boi, rasgando seu corpo com pedaços de pau e depois bebendo seu sangue fresco e comendo sua carne crua. Após tal atrocidade faziam sexo por cima da carcaça e esperavam que suas almas fossem temporariamente libertadas de seu corpo para que encontrassem com Baco, a hora do êxtase total.


por Math Pitbull

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Tá ótimo, Math, mas tem uma coisa que no episódio de Xena das bacantes é mencionado, pela Gabby, o fato das bacantes se tornar lobos ou outros animais, talvez seja só boato...bjoo

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  2. Verdade, mas como as matérias que encontrei não mencionam isso, deixei passar rsrsrs

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