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As Cyanes do Xenaverse



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Cyane, de origem grega que significa "esmalte azul brilhante", é o nome de uma ninfa siciliana. Também foi o nome de 3 navios (USS Cyane - entre os anos de 1815 a 1918) e nome de um asteroide (403 Cyane), descoberto em 1895.

No Xenaverse, o nome Cyane aparece 5 vezes, 4 em Xena e 1 em Young Hercules, e todas as Cyanes apresentadas foram Rainhas Amazonas. 



Cyane I - A primeira Cyane apareceu no episódio Lifeblood, de Xena. Vinda do futuro, foi quem deu o nome "Amazona" àquela tribo de mulheres guerreiras que encontrou num passado muito distante. Você pode obter mais informações clicando aqui.


Cyane II - A segunda apareceu somente na série Young Hercules, nos episódios 5, 9, 11, 12, 46 e 49. Ela foi um interesse amoroso do jovem Hercules, porém nada passou de um único beijo.


Cyane III - A terceira nos episódios Adventures in the Sin Trade 1 e 2, em Xena Warrior Princess. Cyane de maior destaque da série, venceu uma batalha física com Xena e uma batalha espiritual com Alti. No entanto, após acreditar que Xena pudesse ser uma forte companheira, tornando-se uma nova amazona, foi traída por ela, que preferiu a proposta de Alti.


Cyane IV - A quarta nos episódios Kindred Spirits e Lifeblood (XWP). Um tanto injusta e precipitada, quis logo matar Joxer por ele ter espiado as amazonas enquanto elas se banhavam. Porém, Xena e Gabrielle encontraram uma brecha nas leis amazonas e conseguiram salvá-lo da condenação.


Cyane V - A quinta e última nos episódios To Helicon and Back e Path of Vengeance (XWP). Bondosa e um pouco tímida, tinha traços da Cyane III, tanto fisicamente como também na forma de comandar sua tribo, de forma justa e consciente.




Acredita-se que o nome Cyane tornou-se um título, ou seja, algumas amazonas que tornaram-se Rainhas abdicaram de seus nomes de nascimento e adotaram o nome Cyane em homenagem a primeira, que foi a "fundadora" do nome Amazona e primeira Rainha da Nação Amazona.

Esta afirmação foi feita por Liz Friedman (diretamente envolvida com todas as produções do Xenaverse) em 1998, quando questionada sobre a quantidade de Rainhas Amazonas de nome Cyane pela equipe do site Whoosh. 

Porém, muitos acreditam que cada Cyane seja a reencarnação da outra, sendo que entre a primeira e a segunda Cyanes possivelmente houveram outras reencarnações, porém nunca mencionadas nas series do Xenaverse. 



E você, o que acha? 
Além disso, conhece outras histórias, pessoas ou coisas que levam o nome de Cyane? 
Diga nos comentários! ;) 






por Matheus Roberto






Hércules e as Amazonas

obs.: contém spoilers.



             Graças ao meu amor e abstinência por “Xena” pensei em dar uma chance pra conhecer melhor “Hércules”. E comecei por “Hércules e as Amazonas” que é o primeiro filme da série, lançado em 1994. Uma missão de Hércules (Kevin Sorbo) e Iolaus (Michael Hurst) num vilarejo onde homens são atacados toda noite por criaturas selvagens e misteriosas sequestradoras de mulheres. Até que é revelado que essas criaturas tão temidas eram amazonas que levavam as mulheres do vilarejo para fazerem parte da tribo. A participação - significativa até - da Lucy como a amazona Lysia no filme aumenta o interesse em assisti-lo. E não só há participação dela, mas o Solan também está no filme (a participação no caso é do David Taylor).

         O filme é feito com boa vontade, é perceptível, em toda sua simplicidade pelo baixo orçamento.  O cenário é lindo e bem aproveitado, paisagens neozelandesas paradisíacas. Naturalmente é possível reconhecer os lugares que também aparecem em “Xena”. Não tive impressão de que seria piloto da série, como minhas expectativas sugeriram, vi como um episódio rotineiro, em que os heróis têm uma missão pra cumprir e vão lá e fazem. O casamento de Iolaus reforça isso, dá uma noção de que o personagem já está ali porque já é conhecido, não tem uma introdução dele. Mas o valor dele está na verdade na forma que levantaram, de um jeito bem objetivo e raramente tão bem feito, um assunto que tem sido abordado cada vez mais frequentemente: Machismo. Mulheres na época em que os deuses eram fúteis e cruéis lutando por independência e igualdade.

         No início do filme atitudes machistas dos protagonistas Hércules & Iolaus e de outros personagens homens são escrachadas nos diálogos, coisas problemáticas que infelizmente ainda hoje são vistas como situação comum. 




Com o decorrer do filme Hipólita (Roma Downey), líder das amazonas, deixa a crítica mais clara, num momento especial em que Hércules é capturado pelas amazonas e uma lição é passada ao herói e que não serve apenas para ele mas também para o telespectador.





No entanto outra questão fica no ar quando a vilã Hera aparece com o ideal de misandria querendo eliminar os homens. E há a falha de manter a figura do herói viril Hércules resolvendo a questão das mulheres, e fazendo uma luta social parecer exagero, “é só conversar”.




Mesmo que Hércules e os outros caras tenham entrado em processo de desconstrução do machismo, não elimina o autoritarismo que está sendo criticado. Fica pior quando Hércules apela para o Pai como um garoto mimado que não sabe lidar com as coisas e volta no tempo pra ser capaz de evitar as fatalidades, foi como o Super-homem em 1978.

            A morte de Hipólita e de um Pai que vivia no vilarejo foram situações fortes e inesperadas, as cenas teriam potencial para serem bem comoventes. Um ponto bem positivo foi a questão do estereótipo de gênero sendo levantada pela “inversão de papeis”, as amazonas que eram as pessoas de atitude e perfil mais ativo enquanto os homens do vilarejo eram os responsáveis pelos afazeres domésticos, que cuidavam das crianças e expressavam mais sensibilidade. O trabalho escrito por Andrew Dettmann, Jule Selbo e Daniel Truly, dirigido por Bill L. Norton contando com a produção da equipe de “Xena” Sam Raimi, Rob Tapert, Bernadette Joyce, etc. nos leva para uma antiguidade fictícia e mitológica para introduzir e retratar nossas realidade atual e “cultura” nos encaminhando à filosofia. 





por Amorim.



Lifeblood: O Início de uma nova Tradição


"Era o nascimento da nação Amazona e sua legendária guerreira Sansara, cujo desejo por sangue perverteu a história das Amazonas por eras. Então Xena trouxe a filha dela Eva para receber a casta Amazona por direito. Esta é a história da iniciação de Eva e o renascimento Amazona."

1ª Cyane
Muitos fãs de XWP bombardeiam este episódio que traz a história do nascimento da Nação Amazona. Ok, ok, ele não está na minha lista dos 10 mais, mas com certeza é de suma importância pra entrar em contato com as raízes de importantes personagens do seriado. Além de um roteiro redondinho fragmentado em flashbacks onde conta-se como surgiu a primeira Cyane (Rainha no contexto Amazona), uma moça vinda de um futuro longínquo que recebe a missão de liderar mulheres fortes, destemidas, porém confusas, desordenadas e sedentas por vingança numa guerra interminável.

Sansara
O enredo segue paralelo a Gabrielle que decide dar a Eva seu direito a casta. Quando ela e Xena chegam à Aldeia de Yakut, descobre que ela fora assassinada e que todas as irmãs, lideradas por uma Amazona de nome Cyane, agora estão com sangue nos olhos e querem nada mais nada menos que uma vingança, de preferência bem sangrenta. Essa atitude não permitia que a pobre Yakut descansasse em Paz. Enquanto Gabrielle tenta organizá-las para a cerimônia, Xena ajuda Yakut a lhes mostrar o passado através da Adaga Átma, um artefato sagrado da cultura Amazona há muito perdido graças a intervenção de Sansara, uma Amazona de "coração duro" no maior sentido da palavra. A missão de Yakut foi trazer à tona a verdade oculta pelo ódio de Sansara que incitou todas as gerações seguintes, fazendo com que os batismos de sua Tribo fossem selados com sangue. E é justamente aí que a história segue um curso interessante. Formam-se belíssimas sequências paralelas como a iniciação de Gabrielle no presente, e da primeira Cyane no passado. O sangue é o elemento primordial em cada uma delas como bem descreve esta narrativa:
"Esta noite sua coroação perpetua um ritual que nos é passado por Eras. Um ritual de música e movimento, uma comemoração de comunidade e alegria. Nós somos uma família unida na Irmandade. Somos as criadoras e nossas próprias criaturas. A letra e a música, ambas falam por si. Nossas tradições datam da época da própria grande Gaya, a mãe de todas. Uma tradição de dança, de música, de sacrifício, de sangue."


Portanto, o sangue estava entranhado na cultura Amazona até que Gabrielle se recusa a se banhar e posteriormente banhar Eva no mesmo, convencendo a Cyane do presente e as outras a deixar de lado a vingança, afinal, isso não seria justiça. O renascimento de uma novo conceito de batalha ocorre através de um batismo, mas não com sangue, e sim com água, pura e cristalina, liberando assim o espírito de Yakut. Um ótimo episódio numa ótima transição de costumes tendo Gabrielle como figura representativa.


"E então o legado Amazona atavés da Paz e do Amor foi restabelecido graças a inocência de uma criança e a sabedoria de Xena."


PS: Gabrielle fecha a história se derretendo de elogios à Xena. Que Amor!!! 


por Flavia Cristina


A Amazona de Calça Jeans


         “Lifeblood”: O episódio em que Eva vai receber a casta de direito por Gabrielle. Ao chegar à tribo, Xena e Gabrielle descobrem que Amarice e Yakut foram mortas numa guerra contra um grupo de canibais. As amazonas estão a fim de vingança. O fantasma de Yakut não está em paz, por causa de um assunto inacabado. Por causa disso, Yakut pede ajuda a Xena e avisa sobre o perigo que as amazonas estão correndo. Yakut conta uma história fantástica a Xena através de um flashback.

O flashback conta a história da primeira Cyane (Selma Blair), a “Amazona de calça jeans”. Confesso que já até cometi o erro de confundi-la com a primeira Ranger rosa, e também com a Hilary Swank. Aquele rosto era familiar aos meus olhos, só não conseguia lembrar, mas eu tinha certeza de que a conhecia.

Aconteceu que eu fui procurar ver alguns filmes que a Selma havia feito e que eu havia assistido. As buscas no google sempre nos levam aos mesmos sites como Wikipedia e IMDb. Foi assim que descobri que aquelas cenas das amazonas na época dos deuses antigos antes de Xena na verdade eram cenas de um filme.

         O filme “Amazon High” foi feito pra TV, como piloto de um seriado spin-off. E assistindo aquele episódio eu já tinha comentado que a história daria um ótimo filme. Um flashback com tantos atores diferentes, aquelas participações especiais, e aquela história irada de uma garota 90’s para apenas um flashback, dá até pra desconfiar. Praticamente um episódio de “Xena”, sem Xena.

         O filme foi dirigido pelo Michael Hurst, e escrito pelos próprios Robert Tapert e R.J. Stewart.  Apesar do episódio ser de 2000 e o filme de 1997 (filmado entre setembro e outubro), segundo o que eu li o filme nunca foi ao ar, eventualmente o seriado não existiu. Na minha opinião é uma pena porque me amarrei naquela história. Eu mesmo já pensei em fazer uma fanfic, porque sempre achei que poderia surgir muito mais coisa dali. Assim como de outros episódios, trechos e cenas que já vi em “Xena”.

Estilo sessão da tarde: Conta toda a história da Cyane (Selma), começa no futuro antes de ir pras terras das amazonas, como uma aluna americana de ensino médio nos anos 90 em algum lugar Kansas. Tem uma amiga punk oprimida pela turma popular chamada Jocko. E deseja ser líder de torcida e se tornar popular. Ela é órfã e o responsável por ela é seu tio arqueólogo.. Por isso ela foi “escolhida” pra ir pro passado, ela estava mexendo naquela adaga de osso do Atma no laboratório/museu do tio dela na “hora” que as amazonas faziam o ritual com a mesma adaga. É claro que o filme mostra muito mais a adaptação de Cyane ao mundo amazona e vice-versa. Isso se passa no episódio, mas de uma maneira um pouco corrida e com cortes.

         Cyane de cara ganha a admiração de uma das amazonas mais jovens (Monica McSwain). Olan e Cyane se tornam grandes amigas, como aquelas de colegial. No decorrer de “Lifeblood” é notável a relação que elas desenvolvem, e com certeza o filme mostra isso melhor, elas se tornam melhores amigas e ficam muito unidas, com direito a troca de palavras bem sentimentais. Cyane ensinando Olan as coisas de onde ela veio... Seria um subtexto? Sinceramente, acho que não. A relação de Cyane com as amazonas faz com que você acabe se envolvendo, como se estivesse naquela aventura também, junto com os personagens. E quem imaginava que as danças tribais foram baseadas nas baladas de algumas décadas atrás? 


Há uma cena em que Cyane encontra um tigre dentes-de-sabre e a Olan tenta salvá-la, pois ela tem o poder de se comunicar com animais. Mas Olan falha, o tigre acaba atacando Cyane assim mesmo, e ela se defende com um spray de pimenta que estava em sua mochila. Com excessão da líder Samsara (Ephiny Danielle Cormack), as meninas ficam impressionadas com a esperteza e agilidade de Cyane ao se salvar do bicho.

         Samsara não crê que Cyane seja mesmo a tal poderosa Atma que estavam à procura. E o desafio é lançado: Em “Lifeblood” a gente vê aquela corrida, que faz com que Cyane caia no rio. Antes dessa corrida, Cyane se mostra uma ótima líder de torcida enquanto Samsara exibe os movimentos de luta, mostrando ser uma ótima guerreira.

         Ao cair no rio, Cyane é salva pelo “Garoto Inimigo” Kor (Júlio César Cupido Mael Karl Urban). Kor é mal interpretado, Samsara quase o mata e Cyane o ajuda a escapar. Por causa disso Cyane é condenada a morte. Mas o amor que nasceu deles (estilo Ephiny e Phantes) seria a única coisa que traria paz entre as tribos. Em “Lifeblood” Yakult está mostrando tudo a Xena querendo impedir o novo ciclo de sangue igual àquele que já havia terminado de acontecer.


Após contornar a situação, Cyane só consegue conquistar Samsara ao montar num cavalo branco durante uma caçada. E elas não montavam em cavalos porque eles somente eram caçados para serem comidos. O termo amazona, que pode ser usado como feminino de “cavaleiro”, ainda não estava sendo usado por elas mesmo, então... Nisso Cyane pede a Olan que se comunique com os cavalos pedindo permissão para que eles sejam montados. De primeira eles recusam “Deixaremos de ser comida para sermos escravos? Não, Obrigado”.

         Cyane e Olan são capturadas pelos inimigos canibais, praticamente caçadas. Quando o Kor encontra Cyane, ele fica a fim de casar com ela e comer Olan na cerimônia. Elas tentam escapar, mas só Olan consegue. O pai ordena que ele mate Cyane, mas é claro que ele não o faz. As amazonas conseguem resgatá-la e decidem ir para um lugar distante para que possam ficar em paz. O velho xamã está quase morrendo quando ensina a Cyane um encatamento para retornar pros anos 90, e ela volta exatamente de onde saiu: No laboratório/museu de seu tio. Ela tenta retomar sua vida normal, mas não para de pensar no que havia acontecido. Até introduz os movimentos de luta que havia aprendido com os passos de líder de torcida e é aplaudida por todo mundo. Todo mundo... Isso inclui um cara popular do time de basquete que Cyane gostava. Acontece que ele fazia comentários maldosos sobre sua amiga Jocko, o que faz com que Cyane vá tirar satisfações, e faz o cara assumir que é virgem e que nunca dormiu com sua amiga. Cyane fica muito aborrecida e sai do grupo de líderes de torcida.

         Cyane entra em um dilema, conflitos psicológicos. Dividida entre a época que nasceu e a época que viveu com as amazonas sente seu coração pesar. Resolve pedir conselhos ao seu tio no laboratório/museu, mas não obtém muito sucesso, seu tio demonstra indiferença, como se Cyane estivesse lá atrapalhando. No fundo seu tio nunca quis assumir a responsabilidade de cuidar dela, e ela sabia disso. Cyane decide voltar para o passado, onde se sentia em casa. De volta, Cyane se encontra numa terra sem leis clamando por uma heroína. Como ela suspeitava, os Inimigos não estavam deixando ninguém em paz, ainda em guerra. Kor estava sendo punido por colocar o amor em primeiro plano ao invés de seguir ordens.

Na batalha final, quando todos se enfrentam, Kor está amarrado num pedaço de madeira como se fosse ser crucificado, lembrei na hora de Júlio César! Pareceu até irônico. Cyane vai ao encontro dele, e seria morta se não fosse por Samsara. A luta acaba com os Inimigos dando o fora, Ephiny ainda quer continuar lutando e ir atrás deles, mas não acontece. Karina (Claudia Black) grita, decidindo que elas devem deixá-los irem. “Passará muito tempo até que eles venham trazer algum problema”.


>FF
      
Cyane teve um caso com Buffy... Só tô comentando isso porque sei que muitos Xenites são fãs de Buffy também.     

Buffy falando no telefone com Cyane em “Pânico 2”


Cyane e Buffy se beijam em “Segundas Intenções”



Devo os Créditos desse texto a:
http://www.imdb.com/title/tt0200431/fullcredits#writers
http://www.warriorprincessnerd.com/amazon_high.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Selma_Blair
http://www.imdb.com/name/nm0004757/
http://cr01.orconhosting.net.nz/nx/amazons/amazons.html
http://totalscifionline.com/features/5142-top-10-tv-spin-offs-that-never-went-beyond-a-pilot


Am>Rim





O Poder Xamã de Alti




Xamã, ou shaman, é um termo de origem tunguska (povo nativo da Sibéria). Os tungues meridionais identificam no xamã os portadores de função religiosa, que podem "voar" para outros mundos, entrar em um estado estático e ter acesso e contato com seus aliados (animais, vegetais, minerais), seres de outras dimensões e os espíritos ancestrais.
Xamã é o sacerdote ou sacerdotisa do xamanismo que entra em transe durante rituais xamânicos, manifestando poderes sobrenaturais e invocando espíritos da natureza, chamando-os a si e incorporando-os em si. Este contato em êxtase permite a recepção de orientações e ajudas dos espíritos para resolver ou superar situações que desafiem as pessoas e seus grupos sociais.
A conceituação antropológica de xamã ainda não é consensual. Diz-se ser uma espécie de sacerdote, médico, curandeiro, conselheiro e adivinho. É um líder espiritual com funções e poderes de natureza ritualística, mágica e religiosa que tem a capacidade de, por meio de êxtase, manter contato com o universo sobrenatural e com as forças da natureza.
O xamã é tido como um profundo conhecedor da natureza humana, tanto na parte física quanto psíquica.

fonte: wikipedia

Na série Xena, a Princesa Guerreira, temos Alti, como a xamanesa mais poderosa da série. Cyane, que não sabemos ao certo se ela se intitulava como uma xamanesa, mas era tão poderosa quanto Alti. E Yakut.

Sem dúvida, Alti foi a maior de todas e a inimiga mais difícil de se combater, com a qual Xena cruzou algumas vezes. Apenas Cyane conseguiu, certa vez, vencer Alti em uma pequena batalha espiritual. Porém, de forma traiçoeira, Xena, em sua fase má, matou Cyane a pedido de Alti, e esta então se tornou a mais poderosa em termos de espiritualidade.
Alti e Anokin, sua aprendiz, apareceram de repente no acampamento de Xena e Borias. Ele não gostou nada da idéia de ter uma xamanesa por perto, mas Xena, que almejava obter mais e mais poder, recebeu as duas.
Xena aprendeu muitas coisas com Alti, inclusive o ritual de passagem para o mundo dos mortos. Anokin morreu durante uma batalha. Xena havia se afeiçoado muito a ela. Alti, então, fez o ritual com Xena e as duas foram até a outra dimensão para que Xena pudesse rever Anokin.
Mais tarde, a xamanesa convenceu Xena a se tornar sua seguidora e ajuda-la em troca de poderes. Poderes estes que fariam de Xena a Destruidora de Nações. Porém, Borias as impediu de ir além, quando Alti pediu que Xena matasse a pequena Otere, dizendo que, quando a menina crescesse, ela usurparia o poder de Xena.
Através da morte de Cyane e das outras amazonas da tribo do norte, Alti aprisionou suas almas, impedindo-as de atravessar para o outro lado, fazendo com que elas permanecessem em uma espécie de limbo.
Mas foi graças ao ritual de passagem para o mundo dos mortos, ensinado por Alti, que Xena conseguiu ajudar tais amazonas. Ou seja, sem perceber, Alti fez um bem.
Foi Alti também quem fez Xena saber que Gabrielle não havia morrido na queda no fosso com Esperança. Numa tentativa de combater Xena, Alti lhe mostra passagens de sua vida e, ao mostrar a ela seu futuro, acaba por revelar que Gabrielle estava junto dela. Isso fez com que Xena adquirisse forças e a destruísse naquele momento.
Alti tomava a forma de animais, evocava espíritos e tinha o poder de ver o passado e futuro das pessoas, além de manipular situações usando as almas de suas vítimas. Sendo ela um espírito de grande poder, jamais deixaria de existir. Tanto que numa vida futura de Xena e Gabrielle, lá estava ela novamente. Porém, ao ser levada para o passado, época atual para elas, Xena, Gabrielle e Naiyima, usando os poderes do Mendi, conseguiram mais uma vez derrota-la.
Antes disso, porém, Alti domina Gabrielle e a mostra lembranças dolorosas de seu passado e também a visão do futuro, onde ela e Xena morreriam crucificadas. Assim, Gabrielle fica enfim sabendo qual era a visão que atormentava tanto Xena.
Mais tarde, ao saber que Xena estava grávida, Alti pretende roubar o bebê dela, fazendo com que ela e Gabrielle, acompanhadas por Amarice, fossem até Yakut, a nova xamanesa das amazonas do norte, para pedir sua ajuda.
Como Xena está frágil devido a sua gravidez, Gabrielle decide ir até o mundo espiritual para combater Alti. Foi aí que elas fizeram o tal pacto de sangue.
Bom, se Xena já vencia Alti com muito custo, imagina Gabrielle. Foi só ela chegar do outro lado que Alti quase conseguiu matá-la. Xena, então, resolve ir ela mesma ao encontro de Alti. Porém, a xamanesa consegue roubar a alma do bebê de Xena.
Como não há possibilidades de combater Alti no mundo físico, Xena decide ir novamente ao seu encontro no mundo espiritual, porém, com a idéia de levar Alti para um outro mundo, o mundo dos sonhos. Lá, Xena e Alti, em forma de esqueletos, travam uma luta equilibrada, até que Xena, finalmente, consegue obter o sucesso aguardado em sua missão. Ela recupera a alma de seu bebê e Alti novamente é derrotada.
No destino alternativo criado por César, Alti retorna novamente, mas sem saber sobre os tantos poderes que ela obtém. Devido a um ataque a Xena, ela descobre esses poderes e sua energia se renova. Porém, foi graças a ela que Xena e Gabrielle souberam que estavam numa versão de suas vidas que não era a real. Mais uma vez, Alti fez um bem sem perceber.
Gabrielle vai até o templo do destino e destrói o tear, mudando tudo de novo e, inclusive, destruindo Alti novamente.
Mas Alti, como já dito, tem um espírito eterno, e ela retorna no ano 2000/2001 para tentar, mais uma vez, destruir Xena e Gabrielle. De alguma forma, ela consegue obter a espada e chakram de Xena, além de amostras de cabelos da guerreira e de Gabrielle. Nessa vida, Alti é uma cientista e faz, a partir das amostras, dois clones das guerreiras.
Ao acordarem, Xena e Gabrielle não a reconhecem a princípio, mas basta Alti se aproximar com aquele olhar, que todos nós conhecemos bem, para que Xena se dê conta da confusão em que elas estão metidas.
Porém, nesta vida, Alti já não tem tantos poderes como antes e Xena consegue derrota-la ao lançar ela num carro que estava em curto circuito. Alti torra e desaparece.

Fiz este post para homenagear Alti, esta poderosa mulher que, inconscientemente, ajudou algumas vezes a unir ainda mais nossas heroínas. E ainda dizer que ela foi, provavelmente, a pior vilã da série, a mais difícil de enfrentar, a mais poderosa.
Talvez a única pessoa que pudesse vencê-la sem maiores dificuldades fosse Lao Ma, por ter poderes similares. Mas isso é algo que jamais saberemos. 



por Math Pitbull


Rainhas Amazonas

Ao longo da série, muitas mulheres assumiram o comando das amazonas. Errando ou acertando, tudo o que queriam era manter suas tribos vivas e fortes. Afinal, ser uma Rainha Amazona implicava uma série de grandes responsabilidades, como a de tomar as decisões em nome de toda a tribo e de preservar a cada uma das amazonas. 
Vamos relembrar as principais rainhas, que circularam pelas seis temporadas da série: 

lb_mq_068sdAtma - foi a primeira Cyane. Uma garota, vinda de um futuro muito distante para o entendimento das mulheres que buscavam por uma líder, foi aquela que as mostrou como deveriam agir, o que deveriam fazer. O pequeno grupo de mulheres guerreiras foi, enfim, batizado como Amazonas.





Melosa - entre as andanças de Xena e Gabrielle, elas conheceram as amazonas e sua então rainha, Melosa. Uma mulher apegada as tradições, mas que possuía grande sabedoria.






Velasca - uma mulher sem escrúpulos, que matou Melosa em combate, assumindo seu lugar no trono. Seus métodos não agradam a todas, o que provoca uma desunião na tribo.









ks_mq_152sdGabrielle - assumiu seu posto de rainha, concedido por Terreis, princesa amazona que lhe passou o posto no momento de sua morte. Em algumas vezes, Gabrielle assumiu o controle da tribo, mas sempre optou por deixá-lo nas mãos de outras.






Ephiny - a mais sábia dentre as rainhas, assumiu o trono através de Gabrielle, sua melhor amiga.








Chilapa - após Ephiny ser morta por Brutus em batalha, Gabrielle retorna à tribo e passa os direitos de rainha para Chilapa.









Cyane - rainha das amazonas do norte, que teve sua tribo dizimada por Xena, quando esta ainda era uma assassina. Com poderes espirituais, nem Alti era páreo pra ela.







Cyane - adotou o nome da rainha anterior. Muito apegada as tradições, quase cometeu injustiças, não fosse Gabrielle reassumir seu lugar e lhe mostrar o caminho certo a seguir.







Marga - Xena e Gabrielle retornam à tribo após 25 anos, onde Marga é a rainha. Determinada e com grande sabedoria. De forma cruel, é assassinada.







Varia - uma princesa amazona forçada a assumir o posto de rainha antes do tempo, devido a morte repentina de Marga. Ainda muito imatura, precisou aprender como ser uma verdadeira amazona, uma guerreira em sua totalidade. Foi um longo trabalho para Xena e Gabrielle, que em dado momento precisou reassumir novamente a tribo e salvá-la. Porém, Varia aprendeu a lição e tornou-se uma verdadeira rainha.






Rainhas Amazonas de várias tribos

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Amazonas em ação!
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Funeral amazona
Let's twist again, like we did last summer!
Dança amazona


por Math Pitbull


Eva, uma Princesa Amazona esquecida pelo tempo




Poucos se lembram deste detalhe importante da série e, até mesmo, a própria produção se esqueceu ou não quis dar continuidade ao fato de Eva ser legitimamente uma Princesa Amazona. 
Gabrielle, enquanto Rainha, passou os direitos de casta para Eva, quando esta ainda era um bebê.  
Bom, como eu, particularmente, gosto mais do nome Eva, continuarei chamando-a assim, e não como Eve, certo? 
Callisto, uma jovem que teve sua família e sonhos de menina destruídos pelo exército de Xena, encontrou a paz e o perdão quando a Princesa Guerreira resolveu trocar de lugar com ela no inferno. Para reparar seus erros, Callisto precisava retornar à vida e escolheu Xena como mãe. Não bastasse isso, ela foi incumbida por Eli de ser a mensageira do Deus único, da vinda do Senhor. E nasceu como Eva para realizar esta missão. 
Porém, ao nascer, foi perseguida pelos deuses do Olimpo, que não queriam ficar extintos, não queriam perder os poderes sobre a humanidade. Mas sua mãe, Xena, foi mais esperta e simulou a morte do bebê. Entretanto, algo saiu errado e Eva acabou tomando outro rumo. 


Eva foi criada por Otavio Augusto, imperador de Roma, como Livia, se tornando a pior inimiga dos seguidores de Eli. 
Eva, agora Livia, perseguia e matava cruelmente as pessoas que seguiam os ensinamentos de Eli. Fazendo uma forte menção a Saulo, personagem bíblico que perseguia os cristãos e que depois passou a se chamar Paulo após sua conversão, ocorrida devido a uma forte luz, Livia, prestes a matar sua própria mãe, teve o mesmo tratamento: através de uma forte luz, ela viu que Xena era realmente sua mãe e que a amava. Também viu quem ela havia sido em outra vida e qual era a sua missão na vida presente. 


Aceitando agora seu verdadeiro nome, Eva, ela ficou extremamente perturbada, arrependida de todo o mal que cometeu, principalmente contra aqueles que seguiam Eli. 
Mas Xena e Gabrielle cuidaram dela e a levaram até Batista, homem que, através das águas, purificava as almas arrependidas. Eva sentiu uma forte mudança em seu coração e adotou sua missão de corpo e alma. 


Xena, a mulher escolhida para ser a mãe da mensageira, obteve o poder de matar os deuses, que voltaram a perseguir sua filha. Gabrielle, tomada pelas Fúrias, quase mata Eva e depois, quase é morta por Xena. Porém, Ares, o deus da guerra, trocou sua divindade pelas vidas delas, devido a seu amor por Xena. 
Com o fim dos mais poderosos deuses do Olimpo, Eva iniciou sua missão, pregando o amor, pregando os ensinamentos de Eli. 
Ao visitarem as amazonas, porém, Eva se lembra do mal que cometeu contra aquelas mulheres no passado. Uma delas, Varia, a reconhece e, então, ela é capturada. Em nenhum momento, sua condição de Princesa Amazona é mencionada, nem mesmo depois, em suas outras idas para o território amazona. 
Mas Eva, além de ser a mensageira de Deus, uma pregadora do amor e com poderes sobrenaturais, como o de expulsar demônios, era, de fato e de direito, uma legítima amazona, uma Princesa Amazona, que poderia um dia vir a se tornar Rainha.





por Math Pitbull


Grieving Dance

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Inicialmente, uma simples amazona arrogante, porém orgulhosa e fiel a sua nação. 
Ao se apaixonar por um centauro, se afasta de sua tribo para viver este amor, mas em meio a uma guerra, seu marido morre e ela se esconde por dias na mata, grávida. 
Algo nada fácil para qualquer mulher, mas Ephiny era uma guerreira, nas batalhas de guerra e nas batalhas da vida. 
Estava fraca, machucada, mas suportou o parto bravamente. Teve um filho com um centauro, algo mal visto pela maioria. Lutou incansavelmente para dar uma vida confortável e de paz para Xenan. Nome este, dado ao bebê porque foi Xena quem fez o seu parto. 
Tempos depois, ela reencontra suas amigas. Gabrielle, sua irmã de fato e de direito e o corpo de Xena, que havia morrido na ocasião. Sem pestanejar, ela pede que Gabrielle assuma seu posto de rainha, pois Melosa havia morrido em combate contra Velaska, e esta possuía modos os quais Ephiny e outras reprovavam, sempre pensando no melhor para a nação amazona. 
Ao saber que Xena tinha uma chance de voltar à vida, ajudou Gabrielle, conquistando o ódio de Velaska. Ephiny a enfrentou com toda a garra, mas não conseguiu impedir que ela viesse a se tornar uma deusa. Sendo assim, ela se tornou a segunda na lista negra de Velaska mas, ainda assim, teve coragem e lutou ao lado de Xena para exterminar este mal que comprometia toda a sua tribo. 
Velaska foi eliminada e Gabrielle passou seu reinado para Ephiny, pois percebeu sua grandeza e sabedoria. 
Como Rainha Amazona, Ephiny manteve a paz e a segurança de sua nação. 
Novamente, tempos depois, ela revê suas amigas, Xena e Gabrielle, que foram ao encontro dos centauros. Lá estavam Xenan e Solan, filho de Xena. Os dois tornaram-se grandes amigos. Vieram problemas e Ephiny, mais uma vez, não mediu esforços para lutar pelo melhor, para proteger as crianças e suas amigas. 
Xena e Gabrielle romperam e Ephiny acolheu Gabrielle em sua dor. Enfrentou com toda fúria a Princesa Guerreira para proteger sua rainha. 
O tempo passou e Ephiny reinava em sua tribo de forma exemplar. Porém, em uma batalha contra os romanos, ela perde sua vida nas mãos de Brutus, sendo vingada tempos depois por Gabrielle. 
Em seu funeral, Gabrielle passa a coroa para Chilapa, dizendo que, em qualquer situação de dúvida, ela deveria pensar em Ephiny e agir como Ephiny agiria. Sem conseguir suportar a dor em perder a amiga e irmã amazona, Gabrielle chora acompanhada por Xena. 
Os anos passam e Xenan, agora adulto, passa por problemas. Ephiny aparece em espírito para Gabrielle e pede a ajuda dela e de Xena. Tudo termina bem e a alma de Ephiny volta para a paz. 
Guerreira, mãe, rainha... Ephiny foi um dos maiores exemplos para toda a grande nação amazona, pois sempre procurou fazer o melhor por suas irmãs. E fez. 
Jamais a esqueceremos.


por Math Pitbull


Este post é dedicado a xenite Noemi Arantes (+ 16/07/11)



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