FanFic - I'll Never Leave You - Capítulo III e Capítulo IV


por Caroline Pessoa








CAPÍTULO III 


                O dia estava melancólico. Algo estranho pairava no ar. O céu estava pálido e mal apareciam seus raios, somente o vento frio remexia as folhagens. Ouviam-se aqui e ali passos apressados, gritos de alerta para apagar as tochas, sons de patas de cavalo e alguém cantando desafinado enquanto banhava-se.
                - Vamos Gabrielle – apareceu Xena no rio próximo à tribo – não temos a dia todo.
                - Xena eu quase não consigo encontrar águas tão mornas – ela olhou para trás. – Minhas costas estão doloridas – ela lançou um olhar para Xena convidando-a a entrar na água também. – Venha, está ótima.
                Xena revirou os olhos e deu um meio sorriso. Despiu-se e entrou na água. Mergulhou a cabeça fechando os olhos e, em seguida, emergiu olhando Gabrielle. Aproximou-se estralando os dedos.
                - Vamos ver onde está – apalpou as costas de Gabrielle por alguns segundos. Suas mãos subiam e desciam pelas costas da outra levemente, provocando alguns arrepios. – Com frio? – Gabrielle balançou a cabeça negativamente e sorrindo. – Ah, eu posso senti-lo... – Xena apertou o local rígido – Isso mesmo. Agora relaxe...
                Xena fazia movimento do ombro até o final das costas dela, alternando entre massagens leves e fortes. Ao final, Gabrielle pousou a mão na mão de Xena e virou-se para olhá-la. Gabrielle estendeu o braço até o rosto de Xena e afastou do rosto dela uma mecha de cabelo molhado que estava grudado no rosto.
                - Suas mãos obram milagres – disse a moça loira olhando a outra de cabelos escuros.
                Xena sorriu.
                - Técnicas que aprendi há muito tempo... – chegou um pouco mais perto de Gabrielle e sussurrou em seu ouvido – Há alguém bem ali...
                Xena virou-se rapidamente deparando-se com uma garotinha que se escondia atrás das árvores, no momento em que iria aproximar-se. Ela se assustou com os movimentos da guerreira e saiu correndo.
                Ao saírem da água vestiram-se e Gabrielle logo tratou de procurar lenha seca. Estavam famintas. Um tempo depois as duas moças estavam em volta de uma fogueira esperando que a carne seca de coelho ficasse pronta.
                - Meu estômago acabou de emitir um som cavernoso. Eu mesma teria me assustado se estivesse sozinha – disse Gabrielle brincando com uma mecha do cabelo loiro.
                Xena dera um sorrisinho olhando calorosamente para Gabrielle que percebeu a preocupação no olhar dela, achando estranho.
                - Por que você está me olhando assim? – Perguntou Gabrielle com visível tom sentimental na voz.
                Xena levantou uma sobrancelha.
                - Nada – mentiu.
                - Nada? – Gabrielle riu pretensiosa. – Xena eu te conheço. Está me olhando desde ontem e age esquisita. Existe algo atormentando você?
                Gabrielle sempre acertava na mosca os enigmáticos olhares de Xena.
                - Está pronto – disse Xena com visível irritação.
                - Ok, coelho na brasa não me faz esquecer que você está esquisita.
                As duas comeram em silêncio. Mas ainda sim, Gabrielle sempre conseguia especular Xena para saber o que se passava em seu íntimo. Daquela vez, ainda sem sucesso. Ao final, Gabrielle preparou as mantas, apanhou o cajado enquanto Xena pegava as armas.
                - Hora de ir – disse Xena.
                - Vamos encontrar as outras...
                Elas andaram até a tribo em silêncio. 





CAPÍTULO IV


                Um homem vestido com roupas vermelhas, elmo, armadura e espada presa à cintura entra apressado no saguão do palácio de César com um pergaminho enrolado.
                - Senhor! – Faz a saudação e ajoelha-se – Senhor trouxe notícias.
                César olha-o e pega o pergaminho. Analisa-o por um momento. Segundos depois, ri em tom vitorioso.
                - Claro... Claro – disse ele com sarcasmo na voz. – O meu primeiro ato como imperador restaurado será promover a paz entre César, ou seja, Roma e as amazonas.
                Num ato simbólico César queima o pergaminho, como fizera outrora.
                - Eu não cometo enganos mais de uma vez. – A chama ardia nos olhos dele. – Ceo como anda o meu exército?
                O homem alto e musculoso prontificou-se.
                - A grande parte das legiões está em batalha senhor. Mas temos uma reserva de homens suficiente para uma grande luta.
                César pensou por um tempo e depois disse decidido.
                - Organize-os imediatamente, por que assim que estivermos prontos, faremos uma visita de paz e amor às nossas vadias preferidas. Xena e sua companheira Gabrielle estão na tribo. Quero que selecione um grupo para sequestrar alguém. Ela é loira e anda com um cajado ao lado de Xena.
                - Sim, senhor!
                - A propósito, Ceo...
                O general parou no ato.
                - Sim meu senhor?
                - Atacaremos hoje.
                Ceo surpreendeu-se.
                - Mas meu senhor, a viagem até Grécia deve levar mais de quatro dias e...
                - Prontifique os homens. Estarão lá em um piscar de olhos.
                Ceo pareceu não compreender.
                - Perdão senhor, mas como pretende...?
                - Em um piscar de olhos. Agora, dispensado. Esteja aqui depois que terminar de reuni-los.
                - Sim senhor. – Ceo saiu com as sobrancelhas flexionadas tentando imaginar como um exército com quase quinhentos homens chegaria em um dia na Grécia.
                - Muito bem, muito bem... – A voz grave falava perto de César – A nossa amiga, minha rainha, passou a noite na tribo das amazonas. Se atacá-las, Xena não irá negar ajuda... Então você sabe o que fazer, não é?
                César fechou os olhos, absorto na cena.
                - Ela ficará irreconhecível até para a mãe...
                Ares materializou-se galante.
                - Não me importo se você vai tortura-la antes de matá-la, contanto que a mate – ele pegou uma maçã erguendo-a no ar e em seguida, esmagou-a entre a mão enorme. – Encurrale-as e ataque.
                - Leve o meu exército para aquele bosque... – disse César.
                Ares apenas sumiu deixando César com os olhos fixos no nada, planejando o que faria em breve. 




Quinta-feira, Capítulo 5



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